Forests Underwater or the Restless Mind

onda gigante

This week my psi, Holland, told me about the Highly Sensitive Persons (HSP). He said it was not a diagnostic in itself but that it could explain why I feel so exhausted after spending some time around people. The HSPs are over stimulated and are very sensitive to noises, lights, confusion, caffeine, people, terror movies and a list of other things. There is a site about the issue and a researcher, Elaine Aron, a HSP herself, that has been studying and talking about it. I was glad he was finally assertive about something on my condition except that I have already brought this subject of HSP in one session and he didn’t give me any credit, he ignore it. Is my condition so complex and out of the box that it makes it impossible to explain it exactly and clearly by anyone or I didn’t find the right doctor yet?  I hope I can find the answer. Anyway, I was happy, I bought the book and I can’t wait to start reading it.

Today I had to write because I can’t stop my mind. It gained a life of it’s own. The thoughts are racing at a cosmic speed. I need to calm down and get back in touch with the reality. It feels like I’m floating above all things, not in a visually way.  It’s late but it’s impossible to go to bed. A movie it’s not an option,  I can’t concentrated and a book the same. Meditation is working but not tonight.  I’ve decided to write, take a shot to see how it goes. It’s helping but it’s the music that is doing the magic. I’m listening to Rodrigo Leão, Forests Underwater. It is divine. It relaxes me, it cleans me, it calms me down, it grounds me, it breaks my voracious mind. It’s fine art made with heart,  soul and so much talent.

I’m feeling much better now.

 

The hangover

I’m a mess today. Monday night was a nightmare, a horror movie, a torment. I was convinced that Jakarta didn’t call me over the weekend because she got involved with one of the girls that she was with. Imagining this brought to the surface the fear of abandonment and the pain that I felt 6 years ago when she got married with a girl putting our relationship abruptly to an end. I was devastated and it took me more than one year to put myself together again. Monday was the night of hell revisited. During that long hours I though to myself that I wouldn’t make it, I couldn’t handle going through  this again. In the morning I talked to her and find out that she had been sick Sunday and Monday. This calm me down but I could not get rid of the bad impression from by body and I knew that it didn’t happen but that it could happen. I couldn’t take the risk, the price is to high, I don’t won’t to pay for it. So I was in a hurry to finish everything with Jacarta and get rid of the anxiety associated with her not caring enough for me.  I know that I can’t talk with her about this kind of thing because she will feel that I was trying to make her feel guilty which she can’t stand. She responds to this aggressively, with violence and she says the most horrible things and hurtful things. But that’s what I did, I didn’t think right. I told her that I was said because she didn’t called, that I expect from her another thing specially after being there for her in a critical moment. Also, I said that we should have thought better before we got involved, and that was it, an explosion of anger and violence.  She treat me bad, she was mean. Well after the phone call was over I felt relieved and I thought I can’t do this to myself, I can’t tolerate this, I am done with Jacarta from today. And a sense of peace invaded my head, soul and body. Today this is changed, I miss her, it seams like my life is poor and uninteresting without her. I whish that she calls and I’m thinking about what should I say if I call her. How can this be! How can I want someone that hurts me so bad. Who in me still thinks of Jacarta with love despite her telling me to go fuck myself, I don’t want to ear from you again, I don’t care. Even though she knows that this is the worst thing in the world she can tell me. It just rips me apart. I have an irrational reaction as my life is at risk. I guess it’s a panic attack. It hurt so much you don’t want to know.

There are many good and amazing things about Jacarta. She brings emotion, dignity, colour, joy, pleasure, aventure, warm, to my/any life. She is very tempting and seductive but she is a dangerous and powerful person that can brings someone/anyone down. When I talk about her a friend of mine, Canada, says I’m describing a drug.

Yesterday, I promised myself that I’d would be myself a little more Jacarta and that I’d cultivate my personal interests so I don’t need her or anyone to fill the emptiness.

I’ll be writing about my interests here and write a manifests of intentions about life. I’ve started already in the post Projectos 1.0 and I will develop it furthermore.

Aguenta, aguenta – no fio da navalha

Ao terceiro dia que Jacarta foi passar o fim-de-semana com as amigas, o silêncio, só interrompido por uma mensagem fotográfica, mantém-se. Cresce em mim a ansiedade e o medo de que possa ter mudado de ideias em relação a nós. Hoje tive um pesadelo tão mau e devastador que acordei a chorar. Jacarta não me telefonava há dias e dei então com ela numa casa grande, onde várias pessoas se movimentavam, entravam e saiam, sendo uma delas Conacri que me comprimentou efusivamente. Quando finalmente encontrei Jacarta ela estava a sair desta casa,  pediu-me desculpas e disse-me que não podia. Mais pormenores do enredo não me lembro mas sinto ainda na pele a dor que me causou o novo abandono.

É preciso dizer que tivemos uma relação de mais de dois anos durante a qual moramos juntas, a que se seguiu um período de um ano de afastamento imposto por mim e depois cerca de 6 meses de relação sem compromisso. Esta segunda versão do nosso relacionamento correu muito bem mas acabou de forma muito dolorosa.

Estou apostada em lidar e enfrentar com esta situação. Não tenho resposta para o que seria o correcto fazer pois há riscos, razões e emoções envolvidos. Se eu pudesse controlar as emoções, passava para uma relação de mera amizade e assim não teria que sofrer quando e se ela se envolver com alguém. Esta é uma dor pela qual eu não quero passar. Não quero mesmo, não sei se aguento. Mas como lidar com a dor, como lidar com a ansiedade, como lidar com o vazio que sinto sem ela e que nunca preenchi nestes anos em que não estivemos juntas? Este vazio é uma coisa que me incomoda muito. Será a falta de confiança que tenho em mim mesma e que não me permite propor nada nem a mim nem aos outros? E a solidão, de onde vem?  Sinto uma solidão crónica que só é (parcialmente) interrompida quando estou a falar ou em contacto com alguém. Até agora que estou na casa da minha amiga me sinto só é abandonada enquanto ela foi à reunião de condomínio e apesar de eu precisar de descansar.

Já cheguei a casa. Estou aqui atenta e a fazer um esforço para preencher a minha sala. Acendi umas velas, trouxe as empadas no prato. Faço um esforço para ocupar algum espaço nesta casa, para usá-la de forma expansiva, por fazer as coisas com preceito e por cuidar bem de mim.

Ainda não sei como devo agir quando Jacarta me ligar. Estou zangada com ela ? Estou triste ? Estou lixada, sim, estou lixada, mas não sei se é legítimo que esteja. Não temos uma relação. Mas é chato que me ligue imensas vezes quando está em baixo e que quando está de fim-se-semana com amigas não me ligue nada. Posso exigir alguma coisa? Posso, mas não é suposto. Devo exigir alguma coisa? Provavelmente não. Ganho mais ou menos em exigir o que quer que seja? Não devo cobrar o que dou. Estou tão baralhada.

Domingo.

O Fim do Dia

Estou muito cansada. Talvez tenha sido do cigarro que fumei, fico com a cabeça atabalhoada, vejo tudo mais negro e perco a esperança. Não gostei do telefonema com Jacarta, não me senti amada, querida, cuidada. Rimos muito no meio da conversa e isso foi bom mas muitas vezes pareceram-me coisas forçadas. Esta mulher traz-me cor à vida, sem dúvida que tudo fica mais interessante mas não me sinto especial e não sei porquê. Hoje à tarde disse-me coisas lindas, como eu era um ser humano excepcional, como se sentiu amada e vista por mim como por mais ninguém, como sabia que me iria amar para sempre e, ainda assim, não me sinto segura e protegida por ela.

Também falei com Canadá que me disse  que tinha adorado as nossas férias, que se tinha sentido muito bem, que tinha adorado a praia, a música, os cozinhados, os pequenos almoços, as conversas, os filmes, o sol, tudo. Que estava espantada por ainda transportar a leveza e o ânimo que trouxe desses dias. Estará apaixonada? Surgiu uma nova dinâmica entre nós nestas férias, demos a mão, trocámos afectos e carinhos, mas nunca nos beijamos. Vontade não me faltou mas faltou-me coragem. Somos amigas há tantos anos e é uma amizade de que eu não quero prescindir.  Se não dá certo como fica a nossa relação? E tenho medo que não possa expressar toda ou nem grande parte da minha necessidade emocional com ela por ser uma pessoal essencialmente racional e com uma grande necessidade de espaço. Mas sei que se ela der o passo eu não hesitarei.

A minha vida está uma confusão. Jogo em todas as frentes na esperança de alguma coisa da certo ou que a soma de todas as partes ser algo de suportável.

Quarta-feira.

J. M. William Turner

There is darkness and torment but also light. Can we have hope? Is there a solution? Will we find it?

This painting of William Turner expresses well the overall feelings of the “present” circumstances of my life – I wonder how many years separates a circumstance of life from the real life.

Although I’ve never liked conceptual art very much, it make sense to use this image as it portrays well the turmoil of my thoughts and the circumstances of my life. There’s the blur and the fog as an expression of my diffuse, scattered mind. And there’s a believe that there’s a way, an explanation, a cure, represented my the light. How the story ends is not told and the doubt remains if whether the ship will sink or will it make it?

A snow storm at sea by William Turner.